Mostrar mensagens com a etiqueta cachorros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cachorros. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de novembro de 2009

Projecto Amigo do Rottweiler


Site Meter



É com esperança que espero que, a reformulação e continuidade do projecto Amigo do Rottweiler, continue a contribuir para a credibilização da raça Rottweiler, bem como, seja brevemente (a partir de 09/11/2009), também um espaço aberto a todos os admiradores de cães, independentemente da sua raça.

Subscrever este projecto é também ser solidário com os animais abandonados. Serão dadas mais informações, aquando o lançamento do "novo" site www.amigodorottweiler.com.

Vejam o vídeo promocional do novo projecto, clicando Aqui.

Obs. - Não deixe de visitar o meu canal no Youtube. Clique Aqui.

Cumprimentos e até breve,

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O transporte de cães no carro




Site Meter


Quantos de nós não se identificam com o cenário apresentado na foto que abre este artigo?


Embora esta não seja a minha realidade há alguns anos, também já passei por ela. A foto do meu saudoso Panzer e da, ainda companheira, Stuka, comprovam-no.


Quem não reconhece o stress de abrir a mala do carro, onde o cão ou cães transportado(s), freneticamente, raspa(m) e ladra(m) para saír(em)?


Quem não reconhece, a figura dos donos desesperados, gesticulando como se defendessem uma baliza, ao mesmo tempo que, sem sucesso, proferem comandos a um ritmo mais elevado do que uma rajada de metralhadora? Algo do género: Aí, Quieto, Fica, Senta, Deita, Espera, Toma, Lindo espera...ufff.


A juntar aos cenários apresentados deve ser contabilizado o risco (cães e pessoas) de transportar animais soltos num carro.


Numa travagem a 50 km/h, um cão de 25 quilos pode ser projectado com um impacto de 694 quilos.


Fonte: Allianz Seguradora


Não menos importante, a ansiedade e comportamentos indesejados que, na maioria dos casos são despoletados num cão, provocados pelo contacto visual com exterior. Algo que pode ser agravado quando o cão é deixado nestas circunstancias, sozinho no carro, exposto ao mundo que o rodeia. Situação que nem sempre é pacifica devido à provocação dos transeuntes.

No final, existe também a questão da higiene. Primeiro, ainda nos damos ao trabalho de colocar uma manta que, no regresso já vem meia desfeita (com os perigos de serem ingeridas partes da mesma), segundo, acreditamos que depois de uma boa aspiração tudo ficará como dantes (que ingénuos que somos), por fim, acreditamos e aceitamos o facto de que, ter acentos repletos de pelos, com crostas de baba e com um cheiro nauseabundo, faz parte de ter um cão. É verdade, faz. No entanto, não tem que ser sempre assim.


Por motivos de segurança e bem estar de todos os ocupantes do carro, um cão, preferencialmente, deve ser transportado numa caixa própria para o efeito. Normalmente designadas como caixas transportadoras. A caixa deve ser presa e ter espaço suficiente para o cão dar uma volta sobre si próprio e conseguir levantar-se. Desta forma, o cão irá acomodado e calmo. Em caso de acidente, estará mais protegido de qualquer impacto e não será projectado.

Em alternativa, em conjunto com um peitoral, pode ser usado um cinto de segurança para cães. Este cinto, de curto comprimento, tem numa extremidade um mosquetão e na outra, o encaixe para prender na base dos cintos de segurança que se encontram nos acentos. Com pouco espaço de manobra, o cão acaba por se deitar.


Ambas as sugestões de transporte aumentarão a segurança de todos os ocupantes, irão minimizar o stress de cães e pessoas durante a viagem, tendo como bónus no final, poder de forma controlada, colocar a trela no cão. Claro, no que diz respeito á higiene, tudo fica mais simples.


Não, não acreditem que a transportadora é algo de cruel para o cão. Bem pelo contrário, mas essa duvida, dava espaço para outro artigo.


Independentemente, das sugestões atrás mencionadas, a Educação e Obediência é algo que nunca deve ser descurado.





sábado, 11 de julho de 2009

Cão procura namorada...


Site Meter



Para alem dos lamentáveis anúncios, onde se pode ler “Cão procura namorada / Cadela procura namorado”, muitas vezes afixados em clínicas veterinárias, existe na realidade, a ideia que os cães (em geral) necessitam de acasalar.


Tal facto, não é de todo verdade. No estado selvagem, apenas se reproduzem os cães mais fortes. Para o conseguirem, terão que ter uma posição de Alfa (líder) na sua matilha. Os demais, aqueles que não conseguem acasalar, não vivem em sofrimento ou tão pouco vêem o seu comportamento alterado por isso.


De acordo com os especialistas, os lobos, no caso as fêmeas, estas apenas tem o cio uma vez por ano. Altura em que, pontualmente, poderão haver disputas entre os machos mais dominantes. O impulso do acasalamento vem ao de cimo, desaparecendo com o fim do cio da femea.


Existem donos que julgam que, se a sua cadela não fizer pelo menos uma ninhada, poderá no futuro ter problemas de saúde, a par de ficar psicologicamente afectada por não reproduzir. O mesmo se aplica aos donos dos cães que, entendem que os mesmos ficariam mais calmos, caso tivessem oportunidade de acasalar, a par de ser um direito que lhes assiste.


O instinto de procriar de um animal em nada está relacionado com uma necessidade afectiva ou de prazer. Um cão não hesitará por um momento que seja em montar a sua própria mãe ou irmã de ninhada.


Mais uma vez, a humanização dos cães, impõe a sua lógica absurda.


Será que as pessoas que ainda pensam desta forma, estão dispostas a arriscar a vida dos seus cães num acasalamento? Sem qualquer critério ou conhecimento?


É verdade. Um acasalamento pode trazer riscos de saúde para os envolvidos. Existem doenças transmissíveis que podem vir a ser fatais, não esquecendo também que uma cadela pode morrer durante o parto.


Ainda relacionado com o acasalamento, existem muitos outros aspectos a considerar:


A selecção (Saúde, Temperamento, Carácter e Morfologia)


A entrega dos cachorros (seleccionar donos responsáveis)


O retorno dos cachorros ( ter capacidade para receber de volta cães de sua criação)


Tempo e dinheiro (Vacinas, registos, alimentação, etc)


A maturidade traz a estabilidade e a tranquilidade que muitos donos desejam para os seus cães. No entanto, muitas vezes, esta mudança de comportamento fica associada ao acasalamento dado que, em condições normais, o primeiro acasalamento é aconselhado a partir dos vinte meses de idade. Altura em que muitas raças começam a atingir a sua maturidade, principalmente as fêmeas.


Contribua para um menor sofrimento dos cães (Abandonos/Maus tratos), não fazendo ninhadas, sem qualquer planeamento ou rigor.


Arty da Qta. do Negrelho - 3 Meses

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Procuro cão barato


Procuro cão barato. Esta é uma das frases que mais me invade a caixa de e-mail e talvez a mais vista em alguns fóruns de cães.


É verdade, como em tudo na vida, nos mais diversos sectores, existe a especulação e o negócio puro e duro. Na canicultura não é diferente. Infelizmente.


No entanto, principalmente com animais, é importante saber que há vontades que, não é para quem quer, é para quem pode.


O custo de um cão, quando comprado, não termina no acto da compra. Bem pelo contrario.


Se estivermos a falar de raças catalogadas, erradamente, como potencialmente perigosas, estas terão custos acrescidos, os quais estão relacionados com as obrigações legais impostas pelo governo. No entanto, as despesas, não se ficam por aqui.


Todo e qualquer cão necessita de uma boa alimentação, de cumprir um programa de vacinação adequado, um programa de desparasitação adequado, de acessórios para uso no seu dia-a-dia, de acompanhamento veterinário em caso de doença (em alguns casos medicação recorrente) e, não menos importante, de um bom treino o qual pode acarretar despesas adicionais.


É importante perceber, de uma vez por todas, que o custo de manutenção de um cão é bem superior ao valor da sua compra. Algo que nos pode acompanhar durante dez ou mais anos.


É importante perceber se na realidade existem condições financeiras para se ter um cão. Não basta apenas querer, é necessário também poder.


Se não está disposto em gastar muito dinheiro na aquisição de um cão, porque não adoptar? Pode ser a melhor solução para o futuro dono e futuro cão. Claro está, nestes casos, também não deve descurar os custos de manutenção.


Um criação rigorosa, mesmo que não especulativa, tem sempre valores ligeiramente elevados, os quais estão directamente ligados ao investimento feito na selecção dos progenitores, nos seus mais diversos aspectos. Contudo, e apesar de uma criação rigorosa, existem criadores que em função de determinados objectivos e através de uma selecção cuidada dos proprietários oferecem os seus cachorros. Estes criadores, não devem ser confundidos com os chamados criadores de quintal, aqueles que criam sem qualquer conhecimento ou rigor.


Não pense num cão como um objecto que pode ser comprado em saldo ou dado através de uma campanha de adopção. Pense num cão como um ser vivo que merece ser respeitado e viver com dignidade.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Compra/Oferta de um cão

É com frequência e também com atenção que ouço os relatos dos proprietários de cães. Enquanto uns relatam, de forma diferente, a forma como os seus cães reagem a pessoas estranhas, outros, igualmente de forma diferente, relatam como os seus cães reagem a outros cães. Inúmeros cenários são colocados pelos donos de forma díspar quer, os cães sejam da mesma raça, ou não.

Se existem aspectos ambientais (forma como são integrados em sociedade / comportamentos adquiridos através da vivência com outros animais) que influenciam a forma de agir dos cães, como se explica que, em igualdade de circunstancias, para o bem ou para o mal, dois cães reajam de forma diferente a cenários iguais?

A resposta está na raça e nos genes que um determinado exemplar transporta.

Quando existe uma selecção cuidada dos cães que são usados para reprodução, as probabilidades de determinadas características (físicas ou temperamentais) passarem de geração em geração, são muito altas. Este facto faz com que a criação apenas devesse ser realizada com um conhecimento real das características de uma raça e com um bom conhecimento da linhagem (reprodutores e seus antepassados) a usar. Infelizmente, na maioria dos casos, esta premissa não se verifica, levando a uma descaracterização das raças ao longo do tempo. Muitas vezes com efeitos nefastos.

Nota: Um cão com Pedigree (LOP), não significa por si só ser um cão de qualidade, tudo dependerá da qualidade real do seu Pedigree (reprodutores e seus antepassados). Quando assim não é, apenas podemos dizer que temos um cão registado no LOP (Livro de Origens Português) o qual é da responsabilidade do Clube Português de Canicultura.


Se a questão genética é sem duvida um aspecto importante no comportamento do cão, não menos importante é o tempo que um cachorro passou com a sua ninhada após o nascimento. Se for retirado da sua mãe antes das sete semanas de vida, o cachorro não aprenderá um conjunto de regras e sinais que serão aprendidos com a sua mãe e os seus irmãos. Fundamentais para a sua vivência e integração futura. Por outro lado, se permanecer mais do que doze semanas, poderá enraizar em função do seu posicionamento na matilha, comportamentos dominantes ou submissos para outros animais ou mesmo pessoas. Uma vez mais, apenas alguém com conhecimento sobre estas e outras matérias inerentes, deve dedicar-se à criação de cães.

Nota: Existem pessoas que reproduzem cães e existem os criadores que fazem beneficiamentos entre dois exemplares, tentando apurar a raça em todos os seus aspectos.

Quando pensar em adquirir um cão ou recebe-lo de oferta, não será aconselhável faze-lo de ânimo leve. Quando assim acontece, pode estar a ficar com uma “bomba-relogio” que quando menos esperar vai rebentar-lhe (hiperactividade, agressividade, fobias, dominância, desconfiança, problemas de saúde, etc) nas mãos.

Se na realidade gosta de animais, não se precipite, seja selectivo e rigoroso, contribuindo para que os criadores de quintal e as Puppy Farms (*) sejam banidas.

(*) – Quintas onde existem cadelas em grande número e em condições precárias, a reproduzir indiscriminadamente, abastecendo o comércio através de lojas de animais e classificados de jornais. Quem não viu ainda anúncios, onde se informa que se vendem cães de todas as raças?

Cláudio M. Nogueira