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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Amigo do Rottweiler...e não só!

O projeto Amigo do Rottweiler, desde o seu inicio, tem como prioridade ajudar atuais e futuros detentores de um Rottweiler, sensibilizando para os seus deveres e obrigações, ao mesmo tempo que pretende deixar uma imagem verdadeira daquilo que a raça Rottweiler representa.

A credibilidade e o sentido de responsabilidade associados ao projeto Amigo do Rottweiler, permitiram aumentar em grande escala a sua visibilidade. Este facto, acabou por ser transversal às demais raças de cães, levando em 2009 o projeto a ser rebatizado como “Amigo do Rottweiler…e não só!”.




Assim, seja detentor de um Rottweiler, de um exemplar de uma outra raça ou mesmo de um exemplar sem raça definida, não deixe de consultar o site www.amigodorottweiler.com. Igualmente, se está pensar numa Escola de Treino para o seu cão, a tentar aprofundar conhecimentos sobre o comportamento do seu cão, a procurar Formação sobre o treino canino e técnicas baseadas em Reforço Positivo, não deixe de contactar ( ver contactos no site )

Amigo do Rottweiler...e não só!

www.amigodorottweiler.com
http://vimeopro.com/claudionogueira/amigo-do-rottweiler-tv






A Matilha, Dominância…e a falta de conhecimento.

Não raramente, de forma directa ou indirecta, continuo a verificar que os termos “Matilha” e “Dominância”, continuam a servir para justificar aquilo que a falta de conhecimento sobre o Cão e o relacionamento com o mesmo, não consegue. Situação que leva muitos donos de cães a violentarem o seu cão ou, aqueles que não tem coragem para o fazer, a sentirem-se culpados por não estarem à altura do seu animal de companhia. É muito grave quando assim acontece. Infelizmente, assim continua acontecer.



Hoje, quando falo daquilo que considero serem boas práticas para um relacionamento mais saudável entre um dono e o seu cão, tenho o cuidado de referir que nem sempre defendi o que hoje defendo. Digo mesmo: “ Já estive do outro lado da barricada”. No fundo, “defendia” aquilo que me impunham como uma verdade absoluta. Um bom estrangulador, trela curta, reforçado com um colar corrector, eram a suposta solução. Solução essa, quando não eficaz, deveria ser acompanhada de correcções verbais fortes ( gritar alto ), de uma pancada seca na cabeça do cão e, no limite, placar o cão e deitar-me sobre o mesmo. Afinal, tinha que ser o Líder da Matilha, tinha que impor a minha dominância. Caso contrário, o Rottweiler não era o cão adequado ao meu perfil.
Felizmente, alguma perspicácia e inteligência, complementada com a posse de um cão dotado de um carácter forte, obrigaram-me a procurar novos caminhos, entenda-se, conhecimento e experiencia prática.
Hoje (felizmente há muito tempo), não necessito de passear os meus Rottweilers de estranguladora ou de colar corrector. Uma boa Educação, Sociabilização ( assente em processos de dessensibilização ), complementadas com um bom treino de obediência associado à prática de modalidades desportivas, concedem aos meus cães e a mim uma vivencia harmoniosa entre ambos.
De salientar, relacionado com aquilo que chamo de boas práticas, está um relacionamento diário ( quer na vertente de cão de companhia, quer na vertente desportiva ) baseado na paciência, coerência, rigor e em metodologias de treino que tem por base, os chamados métodos positivos. Não menos importante, existe a noção clara que um cão é um cão, facto que me obriga a adaptar às necessidades inerentes da espécie.
Pessoalmente, preocupa-me as pessoas que questionam abordagens de treino onde a força e o castigo não são a palavra de ordem. Pessoas, que defendem as festas ou um breve elogio verbal, como suficientes para um cão. Caso contrario, dizem, o cão só obedecerá por interesse. A “cereja em cima do bolo” é quando complementam com a frase: “…já ando nisto há muitos anos e sei como é!”.
Esta preocupação, deveria ser também a preocupação de qualquer dono de um cão. Porquê?…Simples. Um olhar atento sobre o trabalho realizado por fundamentalistas de métodos “Old school”, será suficiente para não se vislumbrar qualquer resultado ( quando o apresentam ) digno de registo. Não menos importante, recorrentemente, nos trabalhos apresentados está vincada uma postura submissa do cão ( orelhas placadas, intermitência e lentidão na execução dos exercícios, bocejar durante ou entre os exercícios – na sua maioria envolvem saltos de obstáculos “militaristas” – baixar a cabeça com a aproximação do dono, etc ).
Quando estiver na presença de alguém defensor da teoria que um cão não pode passar uma porta à frente do seu dono, só deve ser alimentado depois de toda a família ter tomado a sua refeição, a “teimosia” do cão está relacionada com a dominância, um cão tem que obedecer por obrigação ( para impormos a nossa liderança e dominância ) ou um cão que puxa na trela quer liderar…FUJA!…Se gosta do seu cão, fuja!
Se aceitar uma abordagem em conceitos desfasados da realidade a par de uma Educação, Sociabilização e Treino de obediência assente na força e nas punições, para além de não obter resultados práticos, irá ser confrontado pelo dito “treinador”. Este, irá colocar-lhe as responsabilidades de toda a situação. Afinal, “não soube” impor-se sobre o seu cão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O cão em casa



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São muitos os donos que me questionam sobre qual a melhor forma de educar um cão que viva em casa. Desde controlarem as actividades do cão, quando ausentes e presentes, bem como controlarem as necessidades fisiológicas dos seus cães.

Em primeiro lugar, é importante perceber que um cachorro com 5/6 meses de idade, não controla ainda as suas necessidades fisiológicas e que, paralelamente, o seu comportamento é bastante activo, fruto da idade e da curiosidade de conhecer o mundo que o rodeia. Quem nesta fase, tentar contrariar esta realidade, está a “comprar” uma problema de relacionamento com o seu cão.


Durante o período de crescimento do cachorro, devem desde logo ser implementadas rotinas, quer em relação à liberdade (normalmente é erradamente excessiva) do cachorro na forma como circula na casa, quer em relação às horas das refeições.


Os cachorros tendem a fazer as suas necessidades após beberem ou comerem. Assim, deve ser criado o habito de levar o cachorro à rua ou para o local eleito para as necessidades, logo a seguir a comer.


Caso o cachorro seja educado a permanecer numa zona circunscrita, a qual igualmente é usada para dormir, o cachorro tende em não fazer nessa mesma zona, permitindo que atempadamente possa ser levado à rua. O uso de um “canil” (existem divisórias que podem ser montadas em apartamentos) ou duma caixa de transporte, deve ser considerado para o local onde o cão dorme e para a sua zona de repouso.


Caso a introdução do “canil” ou caixa seja bem feita, esta jamais será vista pelo cão como uma prisão ou castigo. Facto que permite, sempre que necessário, colocar o cão na sua zona restrita, afim de minimizar comportamentos “negativos”, os quais são normais nos cachorros.


Se sempre que o cachorro andar solto pela casa, houver uma supervisão dos donos, a par de, na zona de circulação, não existirem objectos impróprios e tentadores para o cachorro, não haverão problemas de maior nem tão pouco relações de conflito.


É bom acreditar que em cachorro, são os donos que fazem companhia ao cão, e não o inverso.


A tentação de dar em casa toda a liberdade a um cachorro, a ausência de rotinas e brincadeiras desapropriadas, são as causas que originam as centenas de questões que me são colocadas relacionadas com problemas (alguns graves) de vivencia dos donos e os seus cães.


As historias do Marley & me ficam sempre bem, mas são casos isolados quando comparados com a realidade dos abandonos ou de cães que são remetidos a um canil ou corrente.


Não menos importante, é o facto de os admiradores de cães se queixarem das restrições existentes no acesso de cães a locais públicos, quando é exactamente essa maioria que contribui, através da falta de controlo sobre os seus cães e de respeito para com terceiros, que tal aconteça.


Grande partes das pessoas que conheci até hoje, as quais me solicitaram ajuda, diziam que tinham controlo nos seus cães. Em cinco minutos ficaram a perceber que não era essa a realidade. Obviamente, não incluo aqui os casos de ausência total de controlo.

Sinto-me á vontade para falar destas realidades porque eu próprio (há muitos anos) já fiz parte delas. Um cão meu não dormia num canil, um cão meu não era transportado numa caixa de transporte, todos os cães conviviam livremente e diariamente uns com os outros, etc., etc.


Tudo mudou quando percebi que estava a cair em situações complexas, como:


  • Problemas de relacionamento entre os cães


  • Falta de controlo sobre os mesmos


  • Desinteresse total pelo treino


  • Brincavam apenas dentro de casa e por sua iniciativa


  • Abrir buracos, simularem lutas, correrem atrás de outros cães, tudo era mais importante do que eu


  • Cadeiras e colunas de aparelhagens roídas, sofás com urina, etc.


  • Cães a serem internados por causa de objectos que engoliam


Perante o quadro acima tive que parar para pensar: “Se na realidade gosto dos meus cães e se na realidade sou mais inteligente do que eles, algo vai ter que mudar.”


Hoje, os meus cães, dormem em canil, são transportados em caixas próprias, brincam com outros cães, treinam, entram em provas desportivas, frequentam o interior da casa, são sociáveis com pessoas e animais, acima de tudo, são cães equilibrados.

Os meus cães não são ou não foram melhores que outros, apenas passaram a ser encarados, tratados e respeitados como aquilo que são: Cães.


Cláudio M. Nogueira
www.amigodorottweiler.com
www.youtube.com/cnogueira
http://twitter.com/amigorottweiler

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Correr atrás da cauda



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Algumas pessoas quando vêm o cão a correr atrás da própria cauda, rapidamente pensam que o cão tem um problema, desde um problema comportamental ou mesmo um problema de saúde (infecções) que provoca um incomodo qualquer.


Se é verdade que ambas as situações, em alguns casos, podem ser verdadeiras, na maioria das vezes, o problema que se verifica é outro.


A perseguição da cauda, pode acontecer devido à ausência de estímulos, stress, frustração, originada num acompanhamento incorrecto por parte do dono.


Cães que ficam muito tempo presos, que não tem qualquer tipo de actividade física (para alem de estarem sozinhos num quintal, varanda ou apartamento) podem facilmente gerar este tipo de comportamento obsessivo.


Os cães necessitam de actividade física a par de alguma funcionalidade a qual poder ser desenvolvida através do simples treino de obediência.


Nota: Nunca estimule o seu cão a perseguir reflexos, luzes ou sombras.


Embora numa situação diferente, no vídeo abaixo podemos observar um cão que simula sobre si próprio, marcando a sua presença com agressividade, o sentido de posse em relação ao seu alimento ou em relação a sua presa. No caso, o osso.




Os cães, na sua maioria criam “desvios” comportamentais por uma ausência total de estímulos adequados às suas origens e à sua raça em particular.


É errado pensar que um cão que corre solto pela casa ou pelo quintal é um cão feliz.


Neste post dei o exemplo em termos comportamentais do cão que corre atrás da cauda, mas poderia dar outros exemplos como a destruição de objectos, escavar, ladrar ou outros que, dependendo do cão e da situação, podem gerar um animal agressivo.


A decisão de ter um cão, não pode passar apenas por uma prenda de Natal, por um quintal grande ou por ter condições financeiras para o sustentar. É muito mais do que isso.

Gostava que acreditasse!


Cláudio M. Nogueira
www.amigodorottweiler.com
www.youtube.com/cnogueira
http://twitter.com/amigorottweiler

domingo, 1 de novembro de 2009

Projecto Amigo do Rottweiler


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É com esperança que espero que, a reformulação e continuidade do projecto Amigo do Rottweiler, continue a contribuir para a credibilização da raça Rottweiler, bem como, seja brevemente (a partir de 09/11/2009), também um espaço aberto a todos os admiradores de cães, independentemente da sua raça.

Subscrever este projecto é também ser solidário com os animais abandonados. Serão dadas mais informações, aquando o lançamento do "novo" site www.amigodorottweiler.com.

Vejam o vídeo promocional do novo projecto, clicando Aqui.

Obs. - Não deixe de visitar o meu canal no Youtube. Clique Aqui.

Cumprimentos e até breve,

domingo, 18 de outubro de 2009

Cães ou donos perigosos?



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Quando surge uma noticia negativa em torno de uma raça de cães, seja ela qual for, invariavelmente, os defensores dos animais e dos cães em particular, recorrem à “velha” frase: Não existem cães perigosos, mas sim donos perigosos.


Para os mais cépticos e para aqueles que infelizmente são vitimas de agressões por parte de cães, esta frase, não é mais que uma frase feita para esconder a realidade dos factos.


Tirando problemas de ordem genética (criação sem rigor) que possam causar desvios comportamentais num cão, o homem, 99% das vezes está por de trás dos incidentes e, é de facto, o verdadeiro responsável pelos mesmos.


O homem não só é capaz de adulterar o comportamento de um animal, como apenas por belo prazer, em nome de tradições, é capaz das maiores atrocidades.


Deixo para os mais cépticos e não só, o poder do homem sobre os demais animais que com ele coabitam, o qual, é usado em prol de questões culturais.


As imagens abaixo, documentam um acontecimento que ocorre na Dinamarca, concretamente na Ilha Feroe, o qual serve para demonstrar que os jovens já transitaram para a idade adulta.


Á frente de tudo e de todos, depois de atraírem os golfinhos, ocorre o Massacre:











SR. MINISTRO, QUEM AFINAL É POTENCIALMENTE PERIGOSO?




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O transporte de cães no carro




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Quantos de nós não se identificam com o cenário apresentado na foto que abre este artigo?


Embora esta não seja a minha realidade há alguns anos, também já passei por ela. A foto do meu saudoso Panzer e da, ainda companheira, Stuka, comprovam-no.


Quem não reconhece o stress de abrir a mala do carro, onde o cão ou cães transportado(s), freneticamente, raspa(m) e ladra(m) para saír(em)?


Quem não reconhece, a figura dos donos desesperados, gesticulando como se defendessem uma baliza, ao mesmo tempo que, sem sucesso, proferem comandos a um ritmo mais elevado do que uma rajada de metralhadora? Algo do género: Aí, Quieto, Fica, Senta, Deita, Espera, Toma, Lindo espera...ufff.


A juntar aos cenários apresentados deve ser contabilizado o risco (cães e pessoas) de transportar animais soltos num carro.


Numa travagem a 50 km/h, um cão de 25 quilos pode ser projectado com um impacto de 694 quilos.


Fonte: Allianz Seguradora


Não menos importante, a ansiedade e comportamentos indesejados que, na maioria dos casos são despoletados num cão, provocados pelo contacto visual com exterior. Algo que pode ser agravado quando o cão é deixado nestas circunstancias, sozinho no carro, exposto ao mundo que o rodeia. Situação que nem sempre é pacifica devido à provocação dos transeuntes.

No final, existe também a questão da higiene. Primeiro, ainda nos damos ao trabalho de colocar uma manta que, no regresso já vem meia desfeita (com os perigos de serem ingeridas partes da mesma), segundo, acreditamos que depois de uma boa aspiração tudo ficará como dantes (que ingénuos que somos), por fim, acreditamos e aceitamos o facto de que, ter acentos repletos de pelos, com crostas de baba e com um cheiro nauseabundo, faz parte de ter um cão. É verdade, faz. No entanto, não tem que ser sempre assim.


Por motivos de segurança e bem estar de todos os ocupantes do carro, um cão, preferencialmente, deve ser transportado numa caixa própria para o efeito. Normalmente designadas como caixas transportadoras. A caixa deve ser presa e ter espaço suficiente para o cão dar uma volta sobre si próprio e conseguir levantar-se. Desta forma, o cão irá acomodado e calmo. Em caso de acidente, estará mais protegido de qualquer impacto e não será projectado.

Em alternativa, em conjunto com um peitoral, pode ser usado um cinto de segurança para cães. Este cinto, de curto comprimento, tem numa extremidade um mosquetão e na outra, o encaixe para prender na base dos cintos de segurança que se encontram nos acentos. Com pouco espaço de manobra, o cão acaba por se deitar.


Ambas as sugestões de transporte aumentarão a segurança de todos os ocupantes, irão minimizar o stress de cães e pessoas durante a viagem, tendo como bónus no final, poder de forma controlada, colocar a trela no cão. Claro, no que diz respeito á higiene, tudo fica mais simples.


Não, não acreditem que a transportadora é algo de cruel para o cão. Bem pelo contrário, mas essa duvida, dava espaço para outro artigo.


Independentemente, das sugestões atrás mencionadas, a Educação e Obediência é algo que nunca deve ser descurado.





segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os cães e os brinquedos



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Muitos donos de cães, felizmente, não sabem que uma das principais causas de morte dos cães de companhia, são os brinquedos que lhes são colocados à disposição.


Para alem da qualidade de construção duvidosa dos muitos brinquedos que por ai se vendem, os brinquedos por si só, quando não devidamente utilizados, bem como ausentes de uma supervisão no momento da sua utilização, podem ser fatais.


Cães sufocados em bolas e torcidas de corda ou trapo são muito frequentes. A ingestão de objectos plásticos que após serem partidos, tornam-se, para alem dos problemas inerentes, em objectos cortantes, são igualmente uma fonte de problemas que, quando não detectados em tempo útil, podem ser fatais. No entanto, na maior parte dos casos, está implícita uma cirurgia.


Embora possa variar de cão para cão e da forma como o mesmo é integrado em família, a separação pode criar grandes momentos de ansiedade. Esta muitas vezes causada pela insegurança psicológica que o cão sente em ficar sozinho. A sua matilha humana, deixou-o entregue à sua sorte.


Outros cães aprendem que a destruição e o barulho é uma forma, embora que pouco positiva para eles, de chamar atenção dos donos. Assim, tudo o que possa estar ao seu alcance pode ser alvo de destruição ou de uma “brincadeira” desmedida.


Paralelamente, existem os cães que não ligam ou tão pouco tocam em qualquer brinquedo que lhes é deixado. Uma das principais razões para tal, é esses brinquedos já terem sido associados ao acto da separação.


Para alem do perigo iminente que o cão corre com brinquedos deixados à disposição, outro “dano” colateral que causa, é a fraca motivação que terão mais tarde para interagirem com o seu dono com esses brinquedos ou outros similares. Principalmente, fora do ambiente de casa. Este facto faz com que o ensino por motivação e jogo fique dificultado ao máximo.


“O meu cão em casa e no quintal brinca com tudo...Vai buscar as bolas e os brinquedos...Não percebo porque é que agora não liga a nada?!”


Este tipo de comentário é o mais ouvido quando alguém tenta treinar o seu cão fora de casa ou numa escola de treino. Mil e uma desculpas ou justificações ocorrem na cabeça do dono: Os cheiros, Os outros cães, O chão está molhado, Comeu muito de manha, distrai-se com as pessoas, etc, etc.


A causa desta situação está directamente relacionada com os brinquedos deixados á disposição dos cães e a liderança que os mesmos assumem em relação à brincadeira já que, na maior parte das vezes, são eles que a iniciam e terminam a seu belo prazer. Fora de casa, é o momento que tem para se libertarem dos seus donos e da relação inconsequente que tem com os mesmos. Facto que os torna desobedientes e pouco receptivos ao comando de chamada.


sábado, 11 de julho de 2009

Cão procura namorada...


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Para alem dos lamentáveis anúncios, onde se pode ler “Cão procura namorada / Cadela procura namorado”, muitas vezes afixados em clínicas veterinárias, existe na realidade, a ideia que os cães (em geral) necessitam de acasalar.


Tal facto, não é de todo verdade. No estado selvagem, apenas se reproduzem os cães mais fortes. Para o conseguirem, terão que ter uma posição de Alfa (líder) na sua matilha. Os demais, aqueles que não conseguem acasalar, não vivem em sofrimento ou tão pouco vêem o seu comportamento alterado por isso.


De acordo com os especialistas, os lobos, no caso as fêmeas, estas apenas tem o cio uma vez por ano. Altura em que, pontualmente, poderão haver disputas entre os machos mais dominantes. O impulso do acasalamento vem ao de cimo, desaparecendo com o fim do cio da femea.


Existem donos que julgam que, se a sua cadela não fizer pelo menos uma ninhada, poderá no futuro ter problemas de saúde, a par de ficar psicologicamente afectada por não reproduzir. O mesmo se aplica aos donos dos cães que, entendem que os mesmos ficariam mais calmos, caso tivessem oportunidade de acasalar, a par de ser um direito que lhes assiste.


O instinto de procriar de um animal em nada está relacionado com uma necessidade afectiva ou de prazer. Um cão não hesitará por um momento que seja em montar a sua própria mãe ou irmã de ninhada.


Mais uma vez, a humanização dos cães, impõe a sua lógica absurda.


Será que as pessoas que ainda pensam desta forma, estão dispostas a arriscar a vida dos seus cães num acasalamento? Sem qualquer critério ou conhecimento?


É verdade. Um acasalamento pode trazer riscos de saúde para os envolvidos. Existem doenças transmissíveis que podem vir a ser fatais, não esquecendo também que uma cadela pode morrer durante o parto.


Ainda relacionado com o acasalamento, existem muitos outros aspectos a considerar:


A selecção (Saúde, Temperamento, Carácter e Morfologia)


A entrega dos cachorros (seleccionar donos responsáveis)


O retorno dos cachorros ( ter capacidade para receber de volta cães de sua criação)


Tempo e dinheiro (Vacinas, registos, alimentação, etc)


A maturidade traz a estabilidade e a tranquilidade que muitos donos desejam para os seus cães. No entanto, muitas vezes, esta mudança de comportamento fica associada ao acasalamento dado que, em condições normais, o primeiro acasalamento é aconselhado a partir dos vinte meses de idade. Altura em que muitas raças começam a atingir a sua maturidade, principalmente as fêmeas.


Contribua para um menor sofrimento dos cães (Abandonos/Maus tratos), não fazendo ninhadas, sem qualquer planeamento ou rigor.


Arty da Qta. do Negrelho - 3 Meses

terça-feira, 16 de junho de 2009

O meu cão está doente?!...Ajudem-me!...Urgente!


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O meu cão está doente!...Ajudem-me!...Urgente! Este tipo de apelos, lamentavelmente, continua a ser uma constante nos e-mails que vou recebendo, bem como uma constante nos mais diversos fóruns de sites relacionados com animais de companhia.


São relatadas situações como:


“O meu cão não come há diversos dias e não sai do mesmo sitio. O que faço?”


“O meu cão está a ficar muito magro. Estará doente?”


“Desde há uns dias que o meu cão arrasta as patas traseiras. Será que se magoou?”


“Preciso de ajuda! A minha cadela está a ter filhotes”


“O meu cão está com sangue na urina. Quantos dias devo esperar para ver se passa?”


Claro está, no final, vem a frase habitual:

O meu cão está doente?!...Ajudem-me!...Urgente!


Nos fóruns, quando aparecem este tipo de tópicos, alguns dos seus autores, avisam logo:


“Não venham com a conversa que tenho que levar o cão ao veterinário”.


No mínimo, chocante. Assim classifico estas situações. Como ainda podem existir em pleno século XXI?


No que me diz respeito, não deixo de responder a nenhum destes apelos, tentando fazer os seus autores caírem na realidade, apurarem as suas responsabilidades, deveres e o risco de vida/sofrimento em que podem estar a colocar os seus cães.


Não me atrevo, não só pelo simples facto que não sou veterinário, a tecer qualquer diagnostico sobre os supostos “quadros clínicos” apresentados. Mesmo que fosse veterinário, nunca o faria sem uma observação presencial.


Estas realidades, são para mim, a prova provada, que os mais diversos problemas que vamos conhecendo com os cães na nossa sociedade, se devem a uma falta de consciencialização e civismo sobre os deveres e obrigações para com um animal de companhia.


Para quando uma campanha televisiva e não só, ao género do que foi feito para a reciclagem do lixo? Direccionada para os deveres e obrigações inerentes à detenção de um animal de companhia. A mudar, só mesmo as gerações vindouras.


Suspeita que o seu animal de companhia está doente?...Não hesite, vá ao veterinario.




sexta-feira, 29 de maio de 2009

Será que os donos conhecem os seus cães?


Os cães e respectivas raças (moldadas pelo homem nos últimos séculos), mesmo quando integrados na nossa sociedade e na sua família humana, continuam a reger o comportamento pelo seu código genético, o qual teve as suas origens no antigo lobo.

Embora muitos cães e muitas raças tenham sofrido, continuem a sofrer e tenham perdido ao longo do tempo as suas características principais, tudo devido ao desvirtuamento aplicado pelo homem na chamada humanização dos cães, um cão, em termos comportamentais, será sempre um cão.

Existem donos de cães que deixam o seu cão dormir na sua cama, pedinchar comida, saltar para cima das pessoas, saírem sistematicamente livres nos passeios, pedirem festas, iniciar brincadeiras, etc. Tal acontece por indisponibilidade/indiferença em relação ao cão ou tão simplesmente porque entendem (por falta de conhecimento) que assim os seus cães são felizes.

No entanto, tudo se complica quando começam a surgir comportamentos que os donos não entendem, mas que querem desesperadamente resolver. São exemplos disso a falta de controlo, o cão que puxa na trela, o cão que destrói a casa na ausência dos donos, o cão que corre atrás da cauda, o cão que ladra insistentemente sem razão aparente, o cão que corre freneticamente em círculos ou ziguezague, o cão que abre buracos, o cão que simula rituais territoriais (urinando, defecando, ladrando, insinuando sinais de agressividade) e muitos outros exemplos que poderiam ser dados.

Sem perceberem (e muitas vezes não querendo perceber) as razões de tais comportamentos, os donos vão pelo caminho “mais fácil” que, não raramente, apenas tem como consequencia o agravamento dos problemas e o infligir de sofrimento no cão. Em relação a este ultimo aspecto que não hajam duvidas:

- Se o cão ladra, coloca-se uma coleira de choque anti-ladrido. Isto se não for cara, caso contrario, talvez uns baldes de agua fria resultem.

- Se o cão causa estragos em casa, a chegada dos donos, trás com ela uma agressão verbal ou mesmo física (esta ultima é a mais usada).

- Se o cão puxa, aplica-se (de forma errada) uma estranguladora ou um colar correctivo (conhecido como colar de bicos)

- Se o cão urinou no chão da casa, os donos esfregam o focinho do cão no chão.

- Se o cão tenta fugir do quintal, prende-se a uma corrente.

- Se um cachorro morde o que não deve, leva uma pancada no focinho

Lamentavelmente, esta lista de métodos errados, poderia ser mais extensa.

Tudo isto acontece porque ao se querer um cão de companhia, a maioria das pessoas, não quer um CÃO quer apenas aquele animal engraçado que dizem ser o fiel amigo do homem.

Muitos donos não conhecem os seus cães e respectivas necessidades, assim como, muitos políticos e respectivas leis impostas no nosso pais, tão pouco lhes reconhecem qualquer direito.

Colocado recentemente na Web por um anónimo, circula um vídeo, alusivo às declarações proferidas no final do ano transacto, pelo actual candidato ao Parlamento Europeu o Sr. Paulo Rangel.

Dado que estamos num pais democrático, onde se apela ao dever cívico do voto, não quero deixar de dar a minha modesta contribuição, para que em consciência, os portugueses saibam o que é um “exemplo de civismo”. Afinal o “exemplo” vem de cima.

Assim, convido a ver o vídeo em causa:




Cláudio M. Nogueira
www.amigodorottweiler.com
www.youtube.com/cnogueira
http://twitter.com/amigorottweiler

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Procuro cão barato


Procuro cão barato. Esta é uma das frases que mais me invade a caixa de e-mail e talvez a mais vista em alguns fóruns de cães.


É verdade, como em tudo na vida, nos mais diversos sectores, existe a especulação e o negócio puro e duro. Na canicultura não é diferente. Infelizmente.


No entanto, principalmente com animais, é importante saber que há vontades que, não é para quem quer, é para quem pode.


O custo de um cão, quando comprado, não termina no acto da compra. Bem pelo contrario.


Se estivermos a falar de raças catalogadas, erradamente, como potencialmente perigosas, estas terão custos acrescidos, os quais estão relacionados com as obrigações legais impostas pelo governo. No entanto, as despesas, não se ficam por aqui.


Todo e qualquer cão necessita de uma boa alimentação, de cumprir um programa de vacinação adequado, um programa de desparasitação adequado, de acessórios para uso no seu dia-a-dia, de acompanhamento veterinário em caso de doença (em alguns casos medicação recorrente) e, não menos importante, de um bom treino o qual pode acarretar despesas adicionais.


É importante perceber, de uma vez por todas, que o custo de manutenção de um cão é bem superior ao valor da sua compra. Algo que nos pode acompanhar durante dez ou mais anos.


É importante perceber se na realidade existem condições financeiras para se ter um cão. Não basta apenas querer, é necessário também poder.


Se não está disposto em gastar muito dinheiro na aquisição de um cão, porque não adoptar? Pode ser a melhor solução para o futuro dono e futuro cão. Claro está, nestes casos, também não deve descurar os custos de manutenção.


Um criação rigorosa, mesmo que não especulativa, tem sempre valores ligeiramente elevados, os quais estão directamente ligados ao investimento feito na selecção dos progenitores, nos seus mais diversos aspectos. Contudo, e apesar de uma criação rigorosa, existem criadores que em função de determinados objectivos e através de uma selecção cuidada dos proprietários oferecem os seus cachorros. Estes criadores, não devem ser confundidos com os chamados criadores de quintal, aqueles que criam sem qualquer conhecimento ou rigor.


Não pense num cão como um objecto que pode ser comprado em saldo ou dado através de uma campanha de adopção. Pense num cão como um ser vivo que merece ser respeitado e viver com dignidade.


sábado, 21 de março de 2009

Beneficiamentos??...Pedigree??

Beneficiamentos

Os beneficiamentos, vulgarmente apelidados de cruzamentos, têm como objectivo, como o próprio nome indica, beneficiar a raça. Neste sentido, quando se pensa em beneficiar (cruzar) a raça, os exemplares escolhidos para o efeito devem ser avaliados nos mais diversos aspectos (Morfologia, Carácter, Temperamento e saúde). A par deste processo, por si só já complexo, o mesmo deve ser aplicado aos seus antepassados. Estes, caso sejam no verdadeiro sentido da palavra reprodutores, para alem do atrás exposto, devem também ser analisados em função dos resultados obtidos com cachorros oriundos de beneficiamentos em que estiveram envolvidos.

Este tipo de análise apenas se consegue com um conhecimento real das linhagens. Não é líquido ou tão pouco suficiente, pensar que dois cães aparentemente bonitos, darão cães bonitos e equilibrados.

Obs. – Não serão com certeza criadores que negoceiam cães com Pedrigree e sem Pedigree que saberão o que estão a fazer.

Pedigree

O Pedigree é um documento onde se regista as características básicas de um animal identificando a sua raça e seus ascendentes até à terceira geração. Este documento é um registo, designado em Portugal como LOP (*), que por si só, não garante a qualidade dos cães, já que qualquer ninhada pode ser registada sem qualquer tipo de fiscalização ou verificação.

Um cão com um “Pedigree” (documento), infelizmente, não significa que seja puro ou que se encontre em conformidade com o estalão da raça que representa. A juntar a este facto andam inúmeros Pedigree`s a circular e atribuídos a cachorros, que não correspondem à realidade.

Apenas um trabalho sério de criação e um conhecimento efectivo das linhagens, produzem cães de acordo com cada estalão de raça.

(*)LOP - Livro de Origens Português, é o registo genealógico para a identificação dos cães de raça pura existentes em Portugal, foi criado em 1932, sendo o Clube Português de Canicultura (C.P.C.) o seu fundador, gestor e depositário e como tal reconhecido pela Fédération Cynologique Internationale (F.C.I.), na qual está federado.

Cláudio M. Nogueira

domingo, 8 de março de 2009

Legislar por Legislar...

Os lamentáveis casos de ataques de cães a outras pessoas e mesmo a outros animais, causadores de ofensas graves à sua integridade física ou mesmo a sua morte, devem ter um fim ou no limite serem casos de extrema raridade.

A solução para este drama, que afecta toda a sociedade civil, passa por uma legislação adequada para a posse de animais de companhia na sua globalidade. Um cão perigoso não é apenas aquele que evidencia agressividade directa para terceiros, mas também aquele que por falta de controlo do seu dono pode indirectamente causar danos a terceiros.

No entanto, em relação a raças cujas características possam se enquadrar em funções de defesa pessoal ou serviço similar, estas deveriam ser obrigadas a legislação específica.

Legislar por legislar é perfeitamente inócuo e apenas causa revolta nos visados. Estes últimos são os admiradores e os verdadeiros responsáveis detentores de cães de companhia, assim como as vitimas, algumas vezes mortais, da ignorância e maldade, daqueles que usam animais como meras armas pessoais sempre prontas a disparar.

Os seguros de responsabilidade civil obrigatórios são perfeitamente legítimos e adequados, mas por si só não resolvem nada. Trelas curtas e cães açaimados, embora numa primeira análise possam inspirar mais segurança, escondem por certo, o verdadeiro problema de toda esta questão: Falta de Educação, Sociabilização e Treino.

O que acontecerá se a trela se soltar? O que acontecera se o açaime não for adequado? Servirá de consolo ter um seguro para indemnizar a vítima e a prepotência de mandar abater mais um cão.

As vítimas são sempre as pessoas inocentes e os cães, que de forma igualmente inocente, se vêem nas mãos de donos verdadeiramente perigosos.




A legislação deve-se preocupar não apenas com as medidas de contenção dos animais mas com o controlo efectivo sobre os mesmos. É fundamental que cada vez mais as pessoas sejam confrontadas com os seus deveres e obrigações quando pensam em ter um cão de companhia. Um deles, será por certo, a obrigatoriedade de sociabilizar e treinar o seu cão, expondo-o posteriormente a exames que comprovem a sua aptidão para estar em sociedade, quer através da sua interacção com pessoas e outros animais, quer através do controlo por parte do seu dono.

Os donos podem ter aptidões físicas, podem estar isentos de qualquer registo criminal, contudo, a sua inexperiência em ter um cão, a falta de informação sobre os seus deveres e obrigações (lamentavelmente não adequados) tornam o detentor do cão, desde do primeiro dia, um dono potencialmente perigoso. O problema volta a acontecer. Será sempre uma questão de tempo e oportunidade.

Quando a legislação impede que a criação das raças, erradamente consideradas potencialmente perigosas, não seja divulgada, está a contribuir directamente para a clandestinidade da criação.

A criação e a detenção das raças elegidas, erradamente como potencialmente perigosas, devem estar a céu aberto e perfeitamente identificadas. Quem fizer o contrario é que deve ser punido. Quem não deve não teme.

Se na realidade a legislação incidisse e fiscalizasse os deveres e obrigações, dos detentores, no caso, de cães de companhia, a comercialização de cães diminuía drasticamente já que, os fundamentalistas dos cães, aqueles que os confundem com pessoas e aqueles que os usam com fins ilícitos, teriam os dias contados.

Se legislar por legislar não nos leva a lado nenhum, também é verdade que ter um cão só por ter, esquecendo as obrigações, bem como o respeito e a liberdade por terceiros, apenas se irá contribuir para a proibição do Rottweiler em Portugal.

Seria a proibição do Rottweiler em Portugal uma medida extrema e ignorante? Estou certo que seria. No entanto, não menos ignorante e triste, é estar nas mãos daqueles que dizem gostar da raça, continuarem a usá-la a seu belo prazer desrespeitando tudo e todos. Inclusive a propria raça Rottweiler.

Cláudio Nogueira
http://www.amigodorottweiler.com/
http://www.youtube.com/cnogueira