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domingo, 18 de outubro de 2009

Cães ou donos perigosos?



Site Meter


Quando surge uma noticia negativa em torno de uma raça de cães, seja ela qual for, invariavelmente, os defensores dos animais e dos cães em particular, recorrem à “velha” frase: Não existem cães perigosos, mas sim donos perigosos.


Para os mais cépticos e para aqueles que infelizmente são vitimas de agressões por parte de cães, esta frase, não é mais que uma frase feita para esconder a realidade dos factos.


Tirando problemas de ordem genética (criação sem rigor) que possam causar desvios comportamentais num cão, o homem, 99% das vezes está por de trás dos incidentes e, é de facto, o verdadeiro responsável pelos mesmos.


O homem não só é capaz de adulterar o comportamento de um animal, como apenas por belo prazer, em nome de tradições, é capaz das maiores atrocidades.


Deixo para os mais cépticos e não só, o poder do homem sobre os demais animais que com ele coabitam, o qual, é usado em prol de questões culturais.


As imagens abaixo, documentam um acontecimento que ocorre na Dinamarca, concretamente na Ilha Feroe, o qual serve para demonstrar que os jovens já transitaram para a idade adulta.


Á frente de tudo e de todos, depois de atraírem os golfinhos, ocorre o Massacre:











SR. MINISTRO, QUEM AFINAL É POTENCIALMENTE PERIGOSO?




domingo, 8 de março de 2009

Legislar por Legislar...

Os lamentáveis casos de ataques de cães a outras pessoas e mesmo a outros animais, causadores de ofensas graves à sua integridade física ou mesmo a sua morte, devem ter um fim ou no limite serem casos de extrema raridade.

A solução para este drama, que afecta toda a sociedade civil, passa por uma legislação adequada para a posse de animais de companhia na sua globalidade. Um cão perigoso não é apenas aquele que evidencia agressividade directa para terceiros, mas também aquele que por falta de controlo do seu dono pode indirectamente causar danos a terceiros.

No entanto, em relação a raças cujas características possam se enquadrar em funções de defesa pessoal ou serviço similar, estas deveriam ser obrigadas a legislação específica.

Legislar por legislar é perfeitamente inócuo e apenas causa revolta nos visados. Estes últimos são os admiradores e os verdadeiros responsáveis detentores de cães de companhia, assim como as vitimas, algumas vezes mortais, da ignorância e maldade, daqueles que usam animais como meras armas pessoais sempre prontas a disparar.

Os seguros de responsabilidade civil obrigatórios são perfeitamente legítimos e adequados, mas por si só não resolvem nada. Trelas curtas e cães açaimados, embora numa primeira análise possam inspirar mais segurança, escondem por certo, o verdadeiro problema de toda esta questão: Falta de Educação, Sociabilização e Treino.

O que acontecerá se a trela se soltar? O que acontecera se o açaime não for adequado? Servirá de consolo ter um seguro para indemnizar a vítima e a prepotência de mandar abater mais um cão.

As vítimas são sempre as pessoas inocentes e os cães, que de forma igualmente inocente, se vêem nas mãos de donos verdadeiramente perigosos.




A legislação deve-se preocupar não apenas com as medidas de contenção dos animais mas com o controlo efectivo sobre os mesmos. É fundamental que cada vez mais as pessoas sejam confrontadas com os seus deveres e obrigações quando pensam em ter um cão de companhia. Um deles, será por certo, a obrigatoriedade de sociabilizar e treinar o seu cão, expondo-o posteriormente a exames que comprovem a sua aptidão para estar em sociedade, quer através da sua interacção com pessoas e outros animais, quer através do controlo por parte do seu dono.

Os donos podem ter aptidões físicas, podem estar isentos de qualquer registo criminal, contudo, a sua inexperiência em ter um cão, a falta de informação sobre os seus deveres e obrigações (lamentavelmente não adequados) tornam o detentor do cão, desde do primeiro dia, um dono potencialmente perigoso. O problema volta a acontecer. Será sempre uma questão de tempo e oportunidade.

Quando a legislação impede que a criação das raças, erradamente consideradas potencialmente perigosas, não seja divulgada, está a contribuir directamente para a clandestinidade da criação.

A criação e a detenção das raças elegidas, erradamente como potencialmente perigosas, devem estar a céu aberto e perfeitamente identificadas. Quem fizer o contrario é que deve ser punido. Quem não deve não teme.

Se na realidade a legislação incidisse e fiscalizasse os deveres e obrigações, dos detentores, no caso, de cães de companhia, a comercialização de cães diminuía drasticamente já que, os fundamentalistas dos cães, aqueles que os confundem com pessoas e aqueles que os usam com fins ilícitos, teriam os dias contados.

Se legislar por legislar não nos leva a lado nenhum, também é verdade que ter um cão só por ter, esquecendo as obrigações, bem como o respeito e a liberdade por terceiros, apenas se irá contribuir para a proibição do Rottweiler em Portugal.

Seria a proibição do Rottweiler em Portugal uma medida extrema e ignorante? Estou certo que seria. No entanto, não menos ignorante e triste, é estar nas mãos daqueles que dizem gostar da raça, continuarem a usá-la a seu belo prazer desrespeitando tudo e todos. Inclusive a propria raça Rottweiler.

Cláudio Nogueira
http://www.amigodorottweiler.com/
http://www.youtube.com/cnogueira

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Perfil do Rottweiler

A história do Rottweiler, conta-nos, que ao longo de alguns séculos, esta raça de cães serviu e continua a servir o homem nas suas mais diversas formas. Eles são excelentes na guarda, no pastoreio, na busca e salvamento, bem como simples cães de companhia. São leais, dedicados e defensores da sua família humana.

O Rottweiler, sem qualquer surpresa, está catalogado como uma raça de trabalho ou de utilidade. A sua estrutura, media grande, acompanhada de uma ossatura e massa muscular fortes, fazem dele um cão possante e relativamente pesado. No entanto, desenganem-se aqueles, que pensam que estamos perante um cão lento e sem agilidade.

A saúde do Rottweiler, globalmente não inspira cuidados de maior, no entanto na sua fase de crescimento, dado ser rápida, deve-se ter particular atenção ao excesso de peso e a uma alimentação adequada. A propensão para a Displasia da Anca e Cotovelo é algo que igualmente merece especial atenção e que por este facto, o respectivo despiste deve ser exigido aos progenitores de qualquer ninhada.


As suas características físicas e psíquicas, exigem uma actividade diária quer através de passeios, quer através do desempenho de algumas funções, como poderá ser um treino devidamente orientado. A ausência e disponibilidade para estas práticas, poderá levar o Rottweiler a impor a sua própria liderança e fonte de entretimento. Se tal acontecer, não será difícil ficarmos perante um cão autoritário, desobediente, destruidor (roer, escavar), barulhento e dono inquestionável do seu território.

Tal facto, não será benéfico para os seus donos nem tão pouco para manter um relacionamento harmonioso com a vizinhança.

O Rottweiler não é uma raça que se dê bem, crescendo sem atenção e orientação, pelo que precisa de ser parte integrante da família humana assim como, conhecer de forma clara, o seu lugar na hierarquia familiar.

Donos, mal informados ou inconscientes, não percebem que esta raça necessita de educação, sociabilização e treino. Com respeito e consistência é uma raça acessível e facilmente treinada para o dia-a-dia. Infelizmente, as leis governamentais de alguns países, inclusive Portugal, bem como algumas companhias de seguros, confundem a irresponsabilidade de alguns proprietários de Rottweilers, com o temperamento de uma grande raça.

Cláudio M. Nogueira

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Conhecer antes de censurar

Infelizmente, o ataque de cães a pessoas contínua, pontualmente, acontecer. Contudo, estes ataques surgem associados a diversas raças de cães ou mesmo a cães sem qualquer raça definida. Os factos e as causas que estão por de trás de um ataque, raramente são analisados e discutidos de forma séria e construtiva. Lamentavelmente, para as vitimas e para os cães, o sensacionalismo, impõem-se de forma mais vigorosa. Quando assim é, pessoas menos informadas e susceptíveis começam a descriminar raças, bem como os proprietários das mesmas. Este cenário, faz crescer cada vez mais um problema social que toma contornos lamentáveis, já que, ofensas verbais, corporais, envenenamento de cães e outros actos pouco dignos, ameaçam directamente aqueles que, de forma responsável, são detentores dos animais visados.

A posse de animais para guarda de propriedades, guarda pessoal ou factor moda, está na sua maioria, na origem dos ataques a pessoas ou a outros animais. A falta de conhecimento sobre aquilo que na realidade é um cão de guarda, aplicada a pessoas que apenas detêm um exemplar, é elevadíssima, sendo de total desconhecimento, para aquelas que, com o mesmo fim, detêm vários exemplares no mesmo espaço. O civismo, a educação, a “cultura” sobre a detenção responsável de um cão, é algo que falta à sociedade portuguesa. Pessoas que procuram um momento de laser em espaços verdes, que querem andar de bicicleta nas ciclo vias, que querem passear em circuitos pedonais, que querem passear o seu cão à trela, têm de ser sistematicamente incomodados com cães soltos e, na sua maioria, sem qualquer controlo de obediência. Estes são os responsáveis directos pelas vítimas humanas que por este país fora vão aumentando de número. Cães perigosos, não são apenas aqueles que atacam pessoas, são também aqueles que, descontroladamente, correm pelas ruas, provocando muitas vezes acidentes de viação e o derrube de crianças e pessoas indefesas.A problemática do ataque de cães a pessoas, não se resolve com listas de cães potencialmente perigosos. A proibição de raças também não é solução.Se juntarmos as diversas listas de cães potencialmente perigosos existentes por esse mundo fora, constatamos, que para alem de raças comuns em cada país, encontramos sempre mais duas ou três diferentes. Poderíamos assim concluir que, afinal, grande parte das raças é perigosa. No entanto, estas listas estão relacionadas com as raças mais populares. Popularidade, que associada à detenção irresponsável, origina os acidentes que lamentavelmente vamos conhecendo. Conclui-se facilmente que o problema não está nas raças, mas no uso indevido das mesmas por parte do homem.Um cão de origens credíveis e cujo o carácter não tenha sido modificado, é sem dúvida um cão de confiança. Uma boa socialização, a par de uma obediência básica rigorosa, é suficiente para termos um cão estável, equilibrado e útil.


O Rottweiler, como muitas outras raças de cães, tem sido ao longo de todo o seu historial, também ele, um cão de utilidade pública. É injusto, para uma raça que na sua maioria de casos, tem ajudado o homem nas mais diversas vertentes, se veja nos dias de hoje, ameaçada pela incúria de alguns dos seus proprietários.

A nós, amigos e defensores do Rottweiler, cabe-nos a tarefa, através do bom senso e um grande sentido de responsabilidade, contribuir para o bom-nome desta extraordinária raça.

Aos demais, em relação à raça Rottweiler e outras, apenas peço para conhecer antes de censurar.

Cláudio M. Nogueira